07/04/2011

quarta-feira, 6 de abril de 2011
Desta vez está pior. Juro que não queria estar aqui, não queria estar acordada.
E sinceramente, só não digo que prefiro morrer porque não quero magoar meus familiares nem errar com Deus.
Só que eu desejo sumir. Dormir como Bela Adormecida e acordar apenas com um beijo do ser amado dizendo: “vim te mostrar que a vida é bela, sim.”
Eu poderia acabar com tudo isso, poderia ser como uma pessoa normal e levar as coisas com mais humor. Mas meu coração machuca a cada batida. E isso não me faz sentir viva, ao contrário, me parece dizer que estou cada vez mais próxima da morte.
Não quero mais me enganar. Quero me entregar à dor, pois cansei de esconder minhas lágrimas sob o sorriso bobo.
Não sintam pena de mim, não me perguntem o que está acontecendo, porque não sei. Não me perguntem se preciso de ajuda, pois está mais do que óbvio que preciso. Não me chamem de dramática ou infantil, ninguém sabe como me sinto e o quanto fui forte por todo esse tempo.
                                                                                                              Rafaella Calado

05/04/2011

terça-feira, 5 de abril de 2011
Quando Será que vou me curar de toda essa angustia, essa tristeza sem motivo aparente?
Tenho medo. Tenho medo porque sei que estou fazendo tudo errado. Sei que deveria estar sorrindo todas as vezes em que estou chorando. Sei que tenho motivos para viver.
Mas parece que a cada dia que passa as coisas acontecem ao contrário. Como se todos os dias, a vida me mostrasse mais motivos para entristecer do que erguer a cabeça. E essa rotina não está me fazendo nada bem.
As lágrimas são minhas canções de ninar de todas as noites, às vezes até, minha música enquanto caminho à faculdade. Me fazem esquecer as pessoas ao redor: ninguém me vê, eu não existo. Posso chorar o quanto quiser, pois ninguém precisa saber disso.
Espero estar só, espero a madrugada calar todos ao redor para que minha tristeza crie voz.
Me escondo, pois sou burra por me sentir assim. Me escondo porque ninguém conhece meus motivos, nem mesmo eu.
Por trás de sorrisos e risadas meu intimo ferido se esconde, rindo também, mas de mim. Da situação em que me coloco, da minha enganação.
Como um anjo caído fiz questão de esquecer que mentir pra si mesmo é sempre a pior mentira.